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A síndrome fêmoro-patelar é uma lesão que provoca dor no joelho e está entre as mais comuns em corredores. O tratamento mais indicado para essa patologia costuma ser o fortalecimento dos músculos das pernas. Mas uma pesquisa recém-publicada colocou foco em uma estratégia importante, porém pouco comentada no cuidado dessa patologia: informação e educação sobre os sintomas e cuidados com o treinamento.

No estudo publicado no British Journal of Sports and Medicine os corredores receberam informações sobre o manejo da patologia e dos treinos, o que fez a dor no joelho melhorar de forma significativa.

As orientações dadas foram:

– Aumentar a frequência dos treinos, porém diminuir sua duração e velocidade.

– Evitar descidas e escadas.

– Intercalar caminhada e corrida.

– Em uma escala de 0 a 10, manter a dor em no máximo 2 durante os treinos (0 significa nenhuma dor e 10 uma dor insuportável).

– A dor deve retornar para o nível que estava antes do treino dentro de uma hora, e não pode estar pior no dia seguinte.

– O treinamento semanal deve ser individualizado e ir progredindo e sendo modificado conforme os sintomas.

– A distância dos treinos pode ir aumentando se os sintomas permitirem, antes do aumento da intensidade e de subidas.

Um programa de exercícios de membro inferiores e um treinamento de biomecânica da corrida também foi aplicado nos corredores desse estudo. Essas duas intervenções tiveram efeito em algumas características mecânicas, mas sua adição ao programa de informações e educação não fez a dor dos voluntários melhorar mais. Ou seja, a educação sobre os sintomas e o manejo da carga de treinamento se mostrou um componente importante e essencial no tratamento da síndrome fêmoro-patelar.

Embora essa pesquisa tenha estudado apenas corredores com dor no joelho, a educação sobre os sintomas, o treinamento e como poupar o corpo para que ele se recupere com certeza é fundamental para todas as lesões na corrida e no esporte.